People cry , not because they're weak.
It's because they're been strong for too long.

31 de dezembro de 2010

Querido M.,

Hoje, o último dia do ano de 2010, vou escrever-te esta carta para te informar que estou a fazer novos planos para a minha nova vida, sem ti.
Nestes últimos anos tens sido a pessoa mais importante para mim, tens estado acima de tudo e de todos.
Nestes últimos anos tenho chorado como nunca chorei em toda a minha vida, muitas vezes, dias inteiros, tudo por ti.
No inicio de tudo nunca pensei que aquela pequena paixoneta fosse chegar a este ponto.
Cruzava-me contigo em cada esquina, vestia a mesma cor que tu, até tinha um casaco com um significado muito especial só porque nele estava escrito a palavra "Just".
Lembro-me de um dia pedir a uma amiga para tirar uma foto contigo para que eu a pudesse recortar em casa e admirar-te, o teu cabelo naquela altura estava mesmo curtinho, e estavas ainda mais magro do que és, não sei o que vi em ti.
Das coisas que me fizeram cair de amores, os olhos sempre foram os principiais, os teus grandes olhos azuis, andava com uma grande panca, um dia até dei por mim a fazer um caderno com recortes colados, de olhos azuis!
Mas nessa altura ainda não imaginava o que viria a acontecer, afinal, como é que um rapaz tão popular ia olhar para uma rapariga como eu? Naquela altura estava bem mais gordinha.
Arranjei o teu e-mail e falamos muitas vezes, até que chegou o dia que me perguntas-te de quem eu gostava, isto em 2008 daí a ingenuidade. Levamos montes de tempo com a simples frase "Diz tu!", na esperança que algum tivesse a coragem de avançar e dizer o que realmente o outro queria ouvir. Até te cheguei a dar a alcunha "apologize", porque eras parecidissimo com o cantor. E foi assim que essa música ficou tão marcada.
Uma noite dormi agarrada a um peluche e dei-lhe o teu nome, já não me lembro se era um cão ou um urso.
Lembro-me da nossa última conversa antes de assumirmos o que sentíamos, e a que assumimos. Estava neste preciso sitio, a minha garagem/escritório, a falar neste computador velho, tinha uma fotografia em que o meu reflexo se via no espelho, e tu tinhas a fotografia de um cão.
Voltamos a insistir um com o outro até que tu me envias-te o "nome" da pessoa que amavas. A inicial e traçinhos, contei-os e correspondia ao meu nome, levantei-me e joguei as mãos á cara.
Vieram-me as lágrimas aos olhos sinceramente.
Depois passei um verão a falar contigo poucas vezes e não nos encontramos. Só quando chegou a escola. Tivemos o nosso primeiro beijo, atrás dos balneários, assistido por amigos, que vergonha que passei.
Os próximos dias mal estávamos juntos, éramos os dois tão tímidos que isso nos afastava, e afastou ao ponto de "acabares" tudo comigo. Fiquei destroçada, não estava nada á espera. Era o meu primeiro namorado e só tínhamos durado meia dúzia de dias.
Mais tarde lembro-me de um amigo teu me ir buscar a porta da sala onde eu estava a ter E.T. Disse-me para ir com ele, sem mais nenhuma explicação, e assim o fiz. Cheguei lá fora estavam alguns rapazes perto de ti, e disseram-me que fosse ter contigo.
Fiquei tão chateada, tu querias falar comigo e eu é que tinha de ir para perto dos teus amigos.
Lá nos arranjamos e fomos para perto do pavilhão. Já não me lembro bem do que falamos, mas estavas disposto a voltar a namorar comigo e isso era tudo o que me interessava naquele momento. Lembro-me que te aproximas-te para me beijar e eu te perguntei "Tens a certeza?" e tu respondeste-me com um simples "ya". Beijaste-me e passado pouco tempo estávamos a sair dali.
Os próximos cinco meses foram .. Não tenho palavras, fantásticos, bolas.
É certo que não estávamos juntos MUITO tempo, mas estávamos o tempo suficiente.
Falávamos bastante por mensagens, dizíamos coisas muito fofinhas um ao outro, lembro-me de um dia te dizer que os meus pais não podiam saber que tinha um namorado, porque se assim fosse nunca mais me vias e tu disseste-me "ah isso é que não, eu por ti ia até ao fim do mundo".
Foi das coisas mais bonitas e sentidas que já me disseram, fiquei com um sorriso estúpido a dobrar e os meus olhos encheram-se de água carregada de alegria.
Menti várias vezes aos meus pais para poder ir ao cinema contigo, uma delas até foste sozinho comigo e com elas as duas, coitadinho.
Todos os nossos momentos, todos, aquelas escapadelas a meio das aulas principalmente, foram todos tão especiais meu menino, fazia tudo outra vez.
Com o tempo fomos discutindo cada vez mais, e acabamos por terminar tudo. Nos dias a seguir recordo-me de me dizerem que estavas bastante triste, que até já te tinham visto chorar, fiquei preocupada, mas estúpida como sou não fiz nada para que tudo voltasse.
Passou-se assim o verão de 2009, afastados, mas não totalmente porque falamos por mensagens, e discutimos imenso, chamamos nomes um ao outro, insultamos-nos, foi horrível.
É horrível ouvir-mos da pessoa que mais ama-mos os piores insultos que poderíamos ouvir. E isso se foi propagando até há bem pouco tempo atrás.
E agora sofro por não te ter comigo, tenho saudades de tudo o que passamos, tenho tantas.
Hoje estou aqui para te dizer que para mim, todo esse sofrimento vai terminar.
Cansei de deitar lágrimas por um amor que não mais vai voltar.
Quero que saibas que apesar de tudo o teu nome vai ficar para sempre em mim, mas as memórias não as quero recordar mais.
Hoje ainda te desejo, ainda sinto os teus lábios a tocarem nos meus, ainda tenho na minha cabeça o teu olhar profundo, os teus caracóis, ainda me lembro da felicidade que me provocavas, tudo, hoje sei isso tudo, mas amanhã, amanhã não quero mais.
Foste quem mais amei em toda a minha vida, e hás-de ser, talvez um dia até nos reencontre-mos, nunca se sabe, até lá


Adeus.





obrigada a quem teve a paciência para ler isto, que acredito que foram poucas pessoas (:

30 de dezembro de 2010

Está quase a acabar o ano, mais um ano que passei a amar a mesma pessoa, que grande desgraça.
Deste Março/Abril de 2008 não é? São "quase" três anos, é muito tempo. Muito tempo mesmo.
E quero mudar, não gosto do numero 2011 mas quero que seja este o ano das grandes mudanças, principalmente quero que seja o ano que o meu coração muda, deixa de amar a pessoa que já ama há tanto tempo.
Antes de 2010 acabar talvez até faça uma lista de coisas a fazer no ano que vem, mas a principal e mais difícil será mesmo apagar-te de mim.
É sem duvida o mais complicado mas o que mais quero, já não me dizes nada, ou talvez até digas... Mas vais passar a ser apenas passado, não mais vivido.
Não percebo o porquê de nunca mais nem uma misera mensagem me teres enviado, nada. Mas talvez tenha sido melhor assim, já devia ter sido á mais tempo.
Á meia noite do dia 1 de Janeiro de 2011 prometo apagar o teu número de telemóvel, prometo eliminar-te da minha lista de amigos das redes sociais, as mensagens já as apaguei, os papéis já os rasguei.
Não me recordo se há algo mais que possa fazer para facilitar tudo isto, mas penso que não.
É certo que sinceramente isso não resolve muito, porque todas essas coisas estão na minha memória e isso não posso apagar, se bem que não era má ideia.
Afinal de contas, eu não te quero amar para sempre, e prometo que vou, pelo menos, tentar fazerr isto.
Para, única e exclusivamente, o meu próprio bem, porque eu mereço, e tenho consciência disso, alguém muito melhor que tu, muito mesmo.
Mas quero que saibas que foste a única pessoa que alguma vez amei de verdade, foi contigo que eu descobri o verdadeiro significado do verbo amar.

26 de dezembro de 2010

Tenho medo de te amar.
Da última vez que pensei amar alguém acabou muito mal, enganei-me e enganei quem não merecia.
Magoei-o tanto, sem culpa nenhuma, entregou-se a mim e dei-lhe falsas esperanças.
Não quero voltar a sentir essa angústia e a sentir-me um monstro como aconteceu daquela vez.
Por isso tenho medo de te amar, não quero voltar a magoar a outra pessoa e a magoar-me a mim própria.
Tenho medo, assério, não sei o que fazer para evitar que este sentimento se propage.



23 de dezembro de 2010

Quero que me embrulhes nos teus braços, que me embales se for preciso.
Porque o meu único desejo neste momento é ficar junto a ti. Posso encostar a cabeça ao teu peito, posso ficar a teu lado, o que preferires, só quero ficar contigo.
Porque eu gosto muito da tua companhia, fazes-me rir, gosto disso.
És bonito e cheiras bem.
E não vou sequer tentar dizer mais qualidades se não iria demorar séculos, sabes?
Claro que sabes, estás-te sempre a gabar das tuas infinitas qualidades, e com razão, mas isso não tu digo.
A única coisa que precisas de saber é que gosto muito de ti.
Quer dizer, sinceramente nem precisas de saber, vou deixar-te na ignorância até já não conseguir aguentar mais.




22 de dezembro de 2010


Achas mesmo que eu quero que tu me dês o que tu pensas que eu quero que me dês?
Se achas então estás correcto.

21 de dezembro de 2010

Hoje ligaste-me pelo menos umas trinta vezes, desliguei sempre, para te desprezar, mas lá no fundo queria que continuasses a fazê-lo.
E assim o fizeste, já não aguentava mais e atendi, ao fim de ... sim pelo menos uma trinta chamadas recusadas, mas fiquei em silêncio. E tu fizeste o mesmo, ficamos os dois a ouvir a respiração um do outro até que este momento romântico (ou não) foi quebrado pelos teus barulhos estúpidos e me desligas-te o telemóvel.
Rezei para que me ligasses outra vez, e assim foi. Desliguei outra vez, ligas-te outra vez, e atendi outra vez.
Disse-te "mas o que é que tu queres pá?", disseste-me algo que não percebi e disparas-te as tuas maluquices.
Voltei a desligar e enviaste-me uma mensagem. E agora estamos a falar, será que também tinhas saudades minhas? Claro que não, é só para me chatear, tu adoras.
AH TINHA TANTAS SAUDADES DE TE OUVIR!
Mas não quero, não quero nada contigo, não posso querer.




20 de dezembro de 2010

Já tenho saudades tuas e só não te vejo á 3 dias, mas já parece semanas.
Tenho saudades de ouvir a tua voz grossa, de sentir os teus braços a agarrarem-me, de ver a tua boca tão bem desenhada, de sentir o teu olhar e de tudo o que faz parte do tão perfeito tu.
Tenho mesmo saudades tuas, ah, e estou doida!

When you look me in the eyes
I catch a glimpse of heaven
I find my paradise
When you look me in the eyes

I can't take a day
Without you here
You're the light that makes
My darkness disappear



deixas-me doida, fofinho.

17 de dezembro de 2010

- Vem comigo.
- Onde?
- Não sei, lá fora, a um café ou assim.
- Oh fazer o quê?
- Vens ou não?
- Vou sim, não tenho mais nada que fazer.
- Então deixa-me só jogar mais este jogo, depois vamos.
(...)
- Vá vamos?
- Oh mas fazer o quê?
(...)
- Vá lá, anda lá.
- É melhor não, está quase a tocar.

E assim te deixei sozinho num sofá e fui a correr para outro, fiquei tão nervosa que só consegui reagir dessa forma.
Gosto muito de ti, mas não sei de que forma, gosto que me piques e que puxes para tão perto de ti que a minha boca fica a 5 centimetros da tua, apetece-me tocar nos teus lábios com os meus, mas não tenho coragem.
Talvez me devesse entregar a ti, mas tenho medo, tenho medo de voltar a fazer porcaria, tenho medo de te desapontar, e de me desapontar a mim própria, não gosto de coisas que duram um dia, gosto que durem meses.
Mas talvez me devesse entregar a ti.




15 de dezembro de 2010

12 de dezembro de 2010

Que grande noite, que grande festa!
Adorei mesmo, estávamos todos a precisar de nos divertir, juntos de novo.
Soube-me tão bem matar as saudades da melhor amiga, e vê-la feliz!
Abdico qualquer coisa pela tua felicidade, acredita.
O mais estranho foi quando o vi, não estava nada á espera. Comecei a andar depressa com medo de o encarar, sentei-me pois senti as pernas a tremer, olhei para o mar e chorei, chorei, simplesmente.
Era mesmo ele, estava ali á minha frente, são e salvo.
Não sabia o que fazer, limitei-me a virar a cara para que pensasse que me era indiferente e encostei-me ao ombro da melhor amiga enquanto as lágrimas me escorriam pela cara, borrando-me a maquilhagem.
Ela encostou-se a mim e pediu-me que me acalmasse enquanto as outras estavam silenciosas sem saber o que fazer.
E voltaste a desaparecer. Tu, os teus olhos azuis, o teu cabelo loiro, as tuas calças de ganga, a tua blusa ás riscas, o teu coração comprometido, e a tua alma selvagem e livre.



9 de dezembro de 2010

Vou varrer do meu coração todas as discussões, a tua traição, todos os ciúmes, todas as ilusões, todos os nomes feios que dissemos um ao outro, todas as vezes que chorei por ti, todas os momentos em que senti a tua falta, todas as vezes que nos despedimos, e todos as situações más que passamos durante a nossa relação.
Vou varrer tudo isso do meu coração e meter dentro dum saco, depois vou atirá-lo ao mar, e de tão pesado que vai estar irá afundar-se em poucos segundos.
Para finalizar, os momentos bons que ainda estão no meu coração, vou varre-los também, mas vou joga-los para dentro da minha cabeça, para que não passem de memórias.
Não te quero mais a ocupar espaço no meu coração, sejam as coisas boas ou as coisas más.


8 de dezembro de 2010

Vou esquecer-te mais dia menos dia.
Sinto que já te passo despercebida, que já não vais voltar a pedir-me para voltar a ser parte de ti, que já não te faço falta. E ainda bem.
Vou aproveitar esse facto para tentar apagar-te da minha cabeça, e principalmente do meu coração!
Talvez daqui a uns tempos me fales novamente como se fossemos muito amigos, mas até isso acontecer quero aproveitar para tentar eliminar-te da minha mente.
Continuo a pensar em ti como desde o primeiro dia em que te vi.
Mas sei que daqui a uns dias, semanas, meses ou até anos não vais passar de uma simples memória.

6 de dezembro de 2010



If I said your the one, do you believe me?


4 de dezembro de 2010

A nossa amizade está ao contrário.
Não sei o que fazer mais, todas as semanas, nenhuma em excepção, estamos "mais ou menos". Quando penso que já está tudo bem apercebo-me que afinal não, e que até estar vamos ter de passar por muito.
Ontem falei-te muitas vezes, algumas respondias-me com simples palavras outras nem me respondes-te.
A tua atitude comigo mudou, não sei o que fiz desta vez, mas alguma coisa deve ter sido.
Até contei pelos dedos as vezes que te vi dar uma gargalhada.
Tenho saudades de te ver a sorrir ou a fazer sorrir alguém, não te vejo completamente feliz há tanto, mas tanto tempo.
E queria mesmo, mas já não sei o que fazer!
E é estúpido estar a dizer-te isto tudo por aqui eu sei, mas não via outra maneira.
Precisamos de encontrar um equilíbrio.




p.s. (mas aconteça o que acontecer, bom ou mau, a única certeza que tenho neste momento é que vou amar-te para sempre).

3 de dezembro de 2010


Eu prometi o para sempre, mas só o conseguirei alcançar contigo ao meu lado.




2 de dezembro de 2010

Talvez um dia deixe de pensar em nós.
Talvez um dia deixe de relembrar o passado.
Talvez um dia deixe de imaginar um futuro contigo.
Talvez um dia deixe de me culpar.
Talvez um dia deixe de sonhar contigo.
Talvez um dia deixe de sentir vontade de te beijar.
Talvez um dia deixe de ter saudades tuas.
Talvez um dia deixe de te amar.

Talvez um dia esse dia chegue. Mas até esse dia chegar, vou ter de passar o resto dos meus dias a pensar em nós, a relembrar o passado, a imaginar um futuro contigo, a culpar-me, a sonhar contigo, a sentir vontade de te beijar, a ter saudades tuas e a te amar.
Mas eu sei que há-de chegar o dia, em que todos estes dias não passarão mais do que um passado não mais relembrado.