Estou cansada desta constante troca de olhares não passar disso. Sinto falta da tua amizade e hoje foi um dia em que pensei muito nela, que se perdeu. Não com o tempo mas sim de um momento para o outro. Sem explicação, apesar de óbvia. Ou não, sei lá. Acho que nunca vou saber porque nem tu me vais explicar nem eu vou querer saber. (En)fim.
Sinto que também perdi outro grande amigo, mas simplesmente não dá para conciliar tudo, espero que um dia me perdoes e acredita que me custou ouvir o que disseste. Estou cansada dos abraços não retribuídos, mas eu entendo o teu lado. Talvez um dia nos voltemos a entender, por agora não dá, não por eu não querer, é só que eu sei que também não resultaria, estamos distantes e distantes vamos ficar. Com muita pena minha, mesmo.
A vida é assim certo? Ganhasse umas coisas, perdesse outras.
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7 de dezembro de 2011
25 de abril de 2011
I dont like it

Os teus olhos continuam a brilhar como nunca, o teu cabelo ainda é loiro, a tua estatura ainda é relativamente alta, os teus braços e as tuas pernas ainda são pouco gordas, a tua voz continua a mesma. A forma como me olhas também não mudou, parece-me que continuas igual. Mas e eu estarei igual? Da forma como o meu coração bateu parecia que em mim também não há nada que tenha mudado.
11 de abril de 2011
É impressionante como te conheço bem, estava tão distante de ti, e apesar de só ter visto metade do teu corpo, de costas, reconheci-te. Ainda ontem tinha pensado em ti, enquanto não adormecia estive a relembrar alguns dos nossos momentos, e sinceramente fiquei bastante feliz por me aperceber que muitos deles já não me estavam assim tão presentes. Mas assim que te vi voltou aquele calor, como se fosse fogo dentro de mim, é estranho. Deu-me uma imensa vontade de te voltar a agarrar. O que estou a fazer?
31 de dezembro de 2010
Querido M.,
Hoje, o último dia do ano de 2010, vou escrever-te esta carta para te informar que estou a fazer novos planos para a minha nova vida, sem ti.
Nestes últimos anos tens sido a pessoa mais importante para mim, tens estado acima de tudo e de todos.
Nestes últimos anos tenho chorado como nunca chorei em toda a minha vida, muitas vezes, dias inteiros, tudo por ti.
No inicio de tudo nunca pensei que aquela pequena paixoneta fosse chegar a este ponto.
Cruzava-me contigo em cada esquina, vestia a mesma cor que tu, até tinha um casaco com um significado muito especial só porque nele estava escrito a palavra "Just".
Lembro-me de um dia pedir a uma amiga para tirar uma foto contigo para que eu a pudesse recortar em casa e admirar-te, o teu cabelo naquela altura estava mesmo curtinho, e estavas ainda mais magro do que és, não sei o que vi em ti.
Das coisas que me fizeram cair de amores, os olhos sempre foram os principiais, os teus grandes olhos azuis, andava com uma grande panca, um dia até dei por mim a fazer um caderno com recortes colados, de olhos azuis!
Mas nessa altura ainda não imaginava o que viria a acontecer, afinal, como é que um rapaz tão popular ia olhar para uma rapariga como eu? Naquela altura estava bem mais gordinha.
Arranjei o teu e-mail e falamos muitas vezes, até que chegou o dia que me perguntas-te de quem eu gostava, isto em 2008 daí a ingenuidade. Levamos montes de tempo com a simples frase "Diz tu!", na esperança que algum tivesse a coragem de avançar e dizer o que realmente o outro queria ouvir. Até te cheguei a dar a alcunha "apologize", porque eras parecidissimo com o cantor. E foi assim que essa música ficou tão marcada.
Uma noite dormi agarrada a um peluche e dei-lhe o teu nome, já não me lembro se era um cão ou um urso.
Lembro-me da nossa última conversa antes de assumirmos o que sentíamos, e a que assumimos. Estava neste preciso sitio, a minha garagem/escritório, a falar neste computador velho, tinha uma fotografia em que o meu reflexo se via no espelho, e tu tinhas a fotografia de um cão.
Voltamos a insistir um com o outro até que tu me envias-te o "nome" da pessoa que amavas. A inicial e traçinhos, contei-os e correspondia ao meu nome, levantei-me e joguei as mãos á cara.
Vieram-me as lágrimas aos olhos sinceramente.
Depois passei um verão a falar contigo poucas vezes e não nos encontramos. Só quando chegou a escola. Tivemos o nosso primeiro beijo, atrás dos balneários, assistido por amigos, que vergonha que passei.
Os próximos dias mal estávamos juntos, éramos os dois tão tímidos que isso nos afastava, e afastou ao ponto de "acabares" tudo comigo. Fiquei destroçada, não estava nada á espera. Era o meu primeiro namorado e só tínhamos durado meia dúzia de dias.
Mais tarde lembro-me de um amigo teu me ir buscar a porta da sala onde eu estava a ter E.T. Disse-me para ir com ele, sem mais nenhuma explicação, e assim o fiz. Cheguei lá fora estavam alguns rapazes perto de ti, e disseram-me que fosse ter contigo.
Fiquei tão chateada, tu querias falar comigo e eu é que tinha de ir para perto dos teus amigos.
Lá nos arranjamos e fomos para perto do pavilhão. Já não me lembro bem do que falamos, mas estavas disposto a voltar a namorar comigo e isso era tudo o que me interessava naquele momento. Lembro-me que te aproximas-te para me beijar e eu te perguntei "Tens a certeza?" e tu respondeste-me com um simples "ya". Beijaste-me e passado pouco tempo estávamos a sair dali.
Os próximos cinco meses foram .. Não tenho palavras, fantásticos, bolas.
É certo que não estávamos juntos MUITO tempo, mas estávamos o tempo suficiente.
Falávamos bastante por mensagens, dizíamos coisas muito fofinhas um ao outro, lembro-me de um dia te dizer que os meus pais não podiam saber que tinha um namorado, porque se assim fosse nunca mais me vias e tu disseste-me "ah isso é que não, eu por ti ia até ao fim do mundo".
Foi das coisas mais bonitas e sentidas que já me disseram, fiquei com um sorriso estúpido a dobrar e os meus olhos encheram-se de água carregada de alegria.
Menti várias vezes aos meus pais para poder ir ao cinema contigo, uma delas até foste sozinho comigo e com elas as duas, coitadinho.
Todos os nossos momentos, todos, aquelas escapadelas a meio das aulas principalmente, foram todos tão especiais meu menino, fazia tudo outra vez.
Com o tempo fomos discutindo cada vez mais, e acabamos por terminar tudo. Nos dias a seguir recordo-me de me dizerem que estavas bastante triste, que até já te tinham visto chorar, fiquei preocupada, mas estúpida como sou não fiz nada para que tudo voltasse.
Passou-se assim o verão de 2009, afastados, mas não totalmente porque falamos por mensagens, e discutimos imenso, chamamos nomes um ao outro, insultamos-nos, foi horrível.
É horrível ouvir-mos da pessoa que mais ama-mos os piores insultos que poderíamos ouvir. E isso se foi propagando até há bem pouco tempo atrás.
E agora sofro por não te ter comigo, tenho saudades de tudo o que passamos, tenho tantas.
Hoje estou aqui para te dizer que para mim, todo esse sofrimento vai terminar.
Cansei de deitar lágrimas por um amor que não mais vai voltar.
Quero que saibas que apesar de tudo o teu nome vai ficar para sempre em mim, mas as memórias não as quero recordar mais.
Hoje ainda te desejo, ainda sinto os teus lábios a tocarem nos meus, ainda tenho na minha cabeça o teu olhar profundo, os teus caracóis, ainda me lembro da felicidade que me provocavas, tudo, hoje sei isso tudo, mas amanhã, amanhã não quero mais.
Foste quem mais amei em toda a minha vida, e hás-de ser, talvez um dia até nos reencontre-mos, nunca se sabe, até lá

obrigada a quem teve a paciência para ler isto, que acredito que foram poucas pessoas (:
Hoje, o último dia do ano de 2010, vou escrever-te esta carta para te informar que estou a fazer novos planos para a minha nova vida, sem ti.
Nestes últimos anos tens sido a pessoa mais importante para mim, tens estado acima de tudo e de todos.
Nestes últimos anos tenho chorado como nunca chorei em toda a minha vida, muitas vezes, dias inteiros, tudo por ti.
No inicio de tudo nunca pensei que aquela pequena paixoneta fosse chegar a este ponto.
Cruzava-me contigo em cada esquina, vestia a mesma cor que tu, até tinha um casaco com um significado muito especial só porque nele estava escrito a palavra "Just".
Lembro-me de um dia pedir a uma amiga para tirar uma foto contigo para que eu a pudesse recortar em casa e admirar-te, o teu cabelo naquela altura estava mesmo curtinho, e estavas ainda mais magro do que és, não sei o que vi em ti.
Das coisas que me fizeram cair de amores, os olhos sempre foram os principiais, os teus grandes olhos azuis, andava com uma grande panca, um dia até dei por mim a fazer um caderno com recortes colados, de olhos azuis!
Mas nessa altura ainda não imaginava o que viria a acontecer, afinal, como é que um rapaz tão popular ia olhar para uma rapariga como eu? Naquela altura estava bem mais gordinha.
Arranjei o teu e-mail e falamos muitas vezes, até que chegou o dia que me perguntas-te de quem eu gostava, isto em 2008 daí a ingenuidade. Levamos montes de tempo com a simples frase "Diz tu!", na esperança que algum tivesse a coragem de avançar e dizer o que realmente o outro queria ouvir. Até te cheguei a dar a alcunha "apologize", porque eras parecidissimo com o cantor. E foi assim que essa música ficou tão marcada.
Uma noite dormi agarrada a um peluche e dei-lhe o teu nome, já não me lembro se era um cão ou um urso.
Lembro-me da nossa última conversa antes de assumirmos o que sentíamos, e a que assumimos. Estava neste preciso sitio, a minha garagem/escritório, a falar neste computador velho, tinha uma fotografia em que o meu reflexo se via no espelho, e tu tinhas a fotografia de um cão.
Voltamos a insistir um com o outro até que tu me envias-te o "nome" da pessoa que amavas. A inicial e traçinhos, contei-os e correspondia ao meu nome, levantei-me e joguei as mãos á cara.
Vieram-me as lágrimas aos olhos sinceramente.
Depois passei um verão a falar contigo poucas vezes e não nos encontramos. Só quando chegou a escola. Tivemos o nosso primeiro beijo, atrás dos balneários, assistido por amigos, que vergonha que passei.
Os próximos dias mal estávamos juntos, éramos os dois tão tímidos que isso nos afastava, e afastou ao ponto de "acabares" tudo comigo. Fiquei destroçada, não estava nada á espera. Era o meu primeiro namorado e só tínhamos durado meia dúzia de dias.
Mais tarde lembro-me de um amigo teu me ir buscar a porta da sala onde eu estava a ter E.T. Disse-me para ir com ele, sem mais nenhuma explicação, e assim o fiz. Cheguei lá fora estavam alguns rapazes perto de ti, e disseram-me que fosse ter contigo.
Fiquei tão chateada, tu querias falar comigo e eu é que tinha de ir para perto dos teus amigos.
Lá nos arranjamos e fomos para perto do pavilhão. Já não me lembro bem do que falamos, mas estavas disposto a voltar a namorar comigo e isso era tudo o que me interessava naquele momento. Lembro-me que te aproximas-te para me beijar e eu te perguntei "Tens a certeza?" e tu respondeste-me com um simples "ya". Beijaste-me e passado pouco tempo estávamos a sair dali.
Os próximos cinco meses foram .. Não tenho palavras, fantásticos, bolas.
É certo que não estávamos juntos MUITO tempo, mas estávamos o tempo suficiente.
Falávamos bastante por mensagens, dizíamos coisas muito fofinhas um ao outro, lembro-me de um dia te dizer que os meus pais não podiam saber que tinha um namorado, porque se assim fosse nunca mais me vias e tu disseste-me "ah isso é que não, eu por ti ia até ao fim do mundo".
Foi das coisas mais bonitas e sentidas que já me disseram, fiquei com um sorriso estúpido a dobrar e os meus olhos encheram-se de água carregada de alegria.
Menti várias vezes aos meus pais para poder ir ao cinema contigo, uma delas até foste sozinho comigo e com elas as duas, coitadinho.
Todos os nossos momentos, todos, aquelas escapadelas a meio das aulas principalmente, foram todos tão especiais meu menino, fazia tudo outra vez.
Com o tempo fomos discutindo cada vez mais, e acabamos por terminar tudo. Nos dias a seguir recordo-me de me dizerem que estavas bastante triste, que até já te tinham visto chorar, fiquei preocupada, mas estúpida como sou não fiz nada para que tudo voltasse.
Passou-se assim o verão de 2009, afastados, mas não totalmente porque falamos por mensagens, e discutimos imenso, chamamos nomes um ao outro, insultamos-nos, foi horrível.
É horrível ouvir-mos da pessoa que mais ama-mos os piores insultos que poderíamos ouvir. E isso se foi propagando até há bem pouco tempo atrás.
E agora sofro por não te ter comigo, tenho saudades de tudo o que passamos, tenho tantas.
Hoje estou aqui para te dizer que para mim, todo esse sofrimento vai terminar.
Cansei de deitar lágrimas por um amor que não mais vai voltar.
Quero que saibas que apesar de tudo o teu nome vai ficar para sempre em mim, mas as memórias não as quero recordar mais.
Hoje ainda te desejo, ainda sinto os teus lábios a tocarem nos meus, ainda tenho na minha cabeça o teu olhar profundo, os teus caracóis, ainda me lembro da felicidade que me provocavas, tudo, hoje sei isso tudo, mas amanhã, amanhã não quero mais.
Foste quem mais amei em toda a minha vida, e hás-de ser, talvez um dia até nos reencontre-mos, nunca se sabe, até lá
Adeus.

obrigada a quem teve a paciência para ler isto, que acredito que foram poucas pessoas (:
30 de dezembro de 2010
Está quase a acabar o ano, mais um ano que passei a amar a mesma pessoa, que grande desgraça.
Deste Março/Abril de 2008 não é? São "quase" três anos, é muito tempo. Muito tempo mesmo.
E quero mudar, não gosto do numero 2011 mas quero que seja este o ano das grandes mudanças, principalmente quero que seja o ano que o meu coração muda, deixa de amar a pessoa que já ama há tanto tempo.
Antes de 2010 acabar talvez até faça uma lista de coisas a fazer no ano que vem, mas a principal e mais difícil será mesmo apagar-te de mim.
É sem duvida o mais complicado mas o que mais quero, já não me dizes nada, ou talvez até digas... Mas vais passar a ser apenas passado, não mais vivido.
Não percebo o porquê de nunca mais nem uma misera mensagem me teres enviado, nada. Mas talvez tenha sido melhor assim, já devia ter sido á mais tempo.
Á meia noite do dia 1 de Janeiro de 2011 prometo apagar o teu número de telemóvel, prometo eliminar-te da minha lista de amigos das redes sociais, as mensagens já as apaguei, os papéis já os rasguei.
Não me recordo se há algo mais que possa fazer para facilitar tudo isto, mas penso que não.
É certo que sinceramente isso não resolve muito, porque todas essas coisas estão na minha memória e isso não posso apagar, se bem que não era má ideia.
Afinal de contas, eu não te quero amar para sempre, e prometo que vou, pelo menos, tentar fazerr isto.
Para, única e exclusivamente, o meu próprio bem, porque eu mereço, e tenho consciência disso, alguém muito melhor que tu, muito mesmo.
Mas quero que saibas que foste a única pessoa que alguma vez amei de verdade, foi contigo que eu descobri o verdadeiro significado do verbo amar.
Deste Março/Abril de 2008 não é? São "quase" três anos, é muito tempo. Muito tempo mesmo.
E quero mudar, não gosto do numero 2011 mas quero que seja este o ano das grandes mudanças, principalmente quero que seja o ano que o meu coração muda, deixa de amar a pessoa que já ama há tanto tempo.
Antes de 2010 acabar talvez até faça uma lista de coisas a fazer no ano que vem, mas a principal e mais difícil será mesmo apagar-te de mim.
É sem duvida o mais complicado mas o que mais quero, já não me dizes nada, ou talvez até digas... Mas vais passar a ser apenas passado, não mais vivido.
Não percebo o porquê de nunca mais nem uma misera mensagem me teres enviado, nada. Mas talvez tenha sido melhor assim, já devia ter sido á mais tempo.
Á meia noite do dia 1 de Janeiro de 2011 prometo apagar o teu número de telemóvel, prometo eliminar-te da minha lista de amigos das redes sociais, as mensagens já as apaguei, os papéis já os rasguei.
Não me recordo se há algo mais que possa fazer para facilitar tudo isto, mas penso que não.
É certo que sinceramente isso não resolve muito, porque todas essas coisas estão na minha memória e isso não posso apagar, se bem que não era má ideia.
Afinal de contas, eu não te quero amar para sempre, e prometo que vou, pelo menos, tentar fazerr isto.
Para, única e exclusivamente, o meu próprio bem, porque eu mereço, e tenho consciência disso, alguém muito melhor que tu, muito mesmo.
Mas quero que saibas que foste a única pessoa que alguma vez amei de verdade, foi contigo que eu descobri o verdadeiro significado do verbo amar.
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